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CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC - MAUÁ

Ação da prece – Transmissão do pensamento


A prece é uma invocação; por ela um ser se coloca em comunicação mental com outro ser ao qual se dirige. Ela pode ter por objetivo um pedido, um agradecimento ou uma glorificação.
Pode-se orar por si mesmo ou por outrem, pelos vivos ou pelos mortos. O poder da prece está no pensamento; ela não se prende nem as palavras, nem ao lugar, nem ao momento em que é feita. Pode-se, pois, orar em toda parte, a qualquer hora, sozinho ou em comum. Trechos do Livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo” – cap. 27
A prece em comum tem uma ação mais poderosa, quando todos aqueles que oram se associam de coração a um mesmo pensamento e têm o mesmo objetivo, porque é como se muitos gritassem em conjunto e uníssono; mas o que importa estarem reunidos em grande número, se cada um age isoladamente e por sua conta pessoal! Cem pessoas reunidas podem orar como egoístas, enquanto que duas, ou três, unidas em comum inspiração, orarão como verdadeiros irmãos em Deus, e sua prece terá mais força que a das outras cem.



O poder da fé


O poder da fé tem aplicação direta e especial na ação magnética. Graças a ela, o homem age sobre o fluído, agente universal, modifica-lhe a qualidade e lhe dá impulso por assim dizer irresistível. Eis porque aquele que alia, a um grande poder fluídico normal, uma fé ardente, pode operar, unicamente pela sua vontade dirigida para o bem, esses estranhos fenômenos de cura e de outra natureza, que antigamente eram considerados prodígios, e que entretanto não passam de conseqüências de uma lei natural. Essa a razão porque Jesus disse aos seus apóstolos: Se não conseguistes curar, foi por causa de vossa pouca fé. Extraído do livro “O Evangelho segundo o espiritismo” – cap. 19
À fé é preciso uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo em que se deve crer; para crer, não basta ver, é preciso, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque quer se impor, e exige a abdicação de uma das mais preciosas prerrogativas do homem: o raciocínio e o livre arbítrio. É essa fé contra a qual sobretudo se obstina o incrédulo, e da qual é verdadeiro dizer que não se prescreve; não admitindo provas, ela deixa no Espírito um vago de onde nasce a dúvida. A fé raciocinada, a que se apóia sobre os fatos e a lógica, não deixa atrás de si nenhuma obscuridade; crê-se, porque se está certo, e não se está certo senão quando se compreendeu; eis porque ela não se dobra.
A fé sincera é arrebatadora e contagiosa. Encontra palavras persuasivas que vão à alma, enquanto que a fé aparente não tem senão palavras sonoras. Amai a Deus, mas sabei porque o amais; crede em suas promessas, mas sabei porque nelas credes.
A fé é humana e divina; se todos os encarnados estivessem bem persuadidos da força que têm em si, se quisessem colocar sua vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o que, até o presente, chamou-se de prodígios, e que não é senão um desenvolvimento das faculdades humanas.



Buscai e achareis


“Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá; porque quem pede recebe, quem procura acha, e se abrirá àquele que bater à porta.” (São Mateus, 7:7-11).
“Sob o ponto de vista moral, aquelas palavras de Jesus significam: Pedi a luz que deve clarear o vosso caminho, e ela vos será dada; pedi a força de resistir ao mal, e a tereis; pedi a assistência dos bons Espíritos, e eles virão vos acompanhar e, como o anjo de Tobias, vos servirão de guias; pedi bons conselhos, e não vos serão jamais recusados; batei à nossa porta, e ela vos será aberta; mas pedi sinceramente, com fé, fervor e confiança; apresentai-vos com humildade e não com arrogâncias; sem isso, sereis abandonados às vossas próprias forças, e as próprias quedas que tereis serão a punição do vosso orgulho. Tal é o sentido destas palavras: Procurai e achareis, batei e se vos abrirá.” – Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 25.



Agradecimento


“Não é preciso considerar apenas como acontecimentos felizes as coisas de grande importância; as menores em aparência são, freqüentemente, as que influem mais sobre o nosso destino. O homem esquece facilmente o bem, e se lembra antes daquilo que o aflige. Se registrássemos, dia a dia, os benefícios dos quais somos objeto, sem os ter pedido, ficaríamos freqüentemente espantados de os ter recebido tantos, que se apagaram de nossa memória, e humilhados com a nossa ingratidão.
Cada noite, em elevando nossa alma a Deus, devemos nos lembrar dos favores que ele nos concedeu, durante o dia, e agradecer-lhos. É sobretudo no próprio momento em que experimentamos os efeitos da sua bondade e da sua proteção que, por um movimento espontâneo, devemos lhe testemunhar a nossa gratidão; basta para isso, um pensamento que lhe atribua o benefício, sem que seja necessário se desviar do trabalho.
Os benefícios de Deus não consistem somente nas coisas materiais; é preciso, igualmente, agradecer-lhe as boas idéias, as inspirações felizes que nos são sugeridas. Enquanto o orgulhoso acha nelas um mérito, o incrédulo as atribui ao acaso, aquele que tem fé rende graças a Deus e aos bons Espíritos. Para isso, as longas frases são inúteis: “Obrigado, meu Deus, pelo bom pensamento que me inspirou”, diz mais do que muitas palavras. O impulso espontâneo que nos faz atribuir a Deus o que nos chega de bem, testemunha um hábito de reconhecimento e de humildade, que nos atrai a simpatia dos bons Espíritos.”
– Coletânea de preces espíritas (nº 28) – Evangelho Segundo o Espiritismo





“Ó Deus grande e glorioso! Ilumina as fraquezas do meu coração. Dá-me uma fé reta, uma esperança certa, uma caridade perfeita e uma humildade profunda. Dá-me Senhor, o justo discernimento para cumprir a tua Santa e verdadeira vontade.” – Francisco de Assis

Livro do Mês

O Livro dos Espíritos
Allan Kardec
Obra básica no ensinamento do Espiritismo....


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